segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Empossada nova diretoria da Girolando





Com a presença de quase 500 pessoas, a nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando tomou posse na última sexta-feira (24/01/14) no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, em Uberaba (MG).

Também tomaram posse os membros dos Conselhos Fiscal, Consultivo e de Representantes Estaduais.

A entidade passa a ser comandada pelo agrônomo e criador Jônadan Hsuan Min Ma, que em seu discurso de posse destacou a necessidade da associação estar mais presente e participativa na vida dos associados e criadores da raça Girolando. “Na maior eleição da história da Girolando, foi plantado o ideal de transformação. Nós nos comprometemos a entregar a todos os associados o direito de participarem e serem representados pelos que aqui tomam posse conosco, decidindo os melhores rumos a serem trilhados pela Girolando. O meu ideal aqui é colocar a raça Girolando no patamar mais alto das raças leiteiras no Brasil e difundir esta raça para todo o mundo.”, afirmou o presidente da Girolando.

Durante a solenidade, o Jônadan Ma foi homenageado com uma placa pelo presidente da cooperativa Certrim Luiz Henrique Borges Fernandes.

A solenidade contou com a participação de criadores de todo o país e diversas autoridades, dentre elas: o secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais, José Silva, o prefeito de Uberaba Paulo Piau, os deputados estaduais Adelmo Carneiro Leão, Antônio Lerin, João Bosco e Tony Carlos, o deputado federal Marcos Montes, representando o presidente da Câmara Municipal o vereador Marcelo Borjão, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) Luiz Claudio Paranhos, além de diversos prefeitos de outras cidades, vereadores e lideranças do agronegócio.

Os planos de ação da nova diretoria da Girolando foram traçados durante dois dias, na quinta-feira e dia da posse. Participaram das reuniões os diretores e membros dos conselhos. Foram analisadas as reivindicações feitas por criadores de todo o Brasil durante o período da campanha eleitoral e definidas quais são viáveis para serem implantadas.

Além do presidente Jônadan Ma integram a atual diretoria: 1º vice-presidente Magnólia Martins da Silva, 2º vice-presidente Nelson Ariza, 3º vice-presidente João Domingos Gomes dos Santos, 4º vice-presidente Olavo de Resende Barros Júnior, 1º diretor-administrativo José Antônio da Silva Clemente, 2º diretor-administrativo Jorge Luiz Mendonça Sampaio, 1º diretor-financeiro Luiz Carlos Rodrigues, 2º diretor-financeiro Odilon de Rezende Barbosa Filho, Relações Institucionais e Comerciais Ronan Rinaldi de Souza Salgueiro.

Confira abaixo a íntegra do discurso do presidente Jônadan Hsuan Min Ma

Caros amigos e companheiros,

Eu não sou um sonhador ! Eu apenas trago dentro de mim um ideal, latente, ardente! O meu ideal tem cheiro de progresso, tem a consistência das rochas, tem a agilidade da corça, tem o sabor da modernidade, tem a sensibilidade da luz e a convicção de que apenas aqueles que acreditam, tem Esperança e Forças para lutar.

O meu ideal aqui não é tecer uma rede de promessas, mas é fazer o possível e o necessário e por que não, o impossível. É o de colocar a raça Girolando no patamar mais alto das raças leiteiras no Brasil e difundir esta raça para todo o mundo. Afinal, se produzimos mais de oitenta por cento do leite consumido neste país, porque não afirmarmos que a raça Girolando é a maior raça leiteira tropical do mundo? Comecei propalando o meu ideal e aos poucos fui descobrindo que muitos traziam guardados nos recônditos de suas almas, muita insatisfação e um imenso desejo de mudanças, de transformação.

Nascia então deste ideal: o projeto de Renovação.

Então nos propusemos um desafio:

Tornar a nossa Girolando, uma Associação: Forte, Presente e Participativa.

Forte porque a raça só será forte com um associado forte. Forte e valorizado!
Presente porque estaremos onde o produtor mais precisa: Ao seu lado!
Participativa porque o associado deverá participar da vida da Associação e dos seus rumos e a tenha como a sua própria casa.

Na maior eleição da história da Girolando, foi plantado o ideal de transformação. E com este ideal, também se agregou o compromisso de atender aos anseios de tantos associados, que viram neste grupo comprometido e coeso, os construtores do caminho para um pleno progresso e crescimento da raça. Nos comprometemos a entregar a todos os associados o direito de participarem e serem representados pelos que aqui tomam posse conosco, decidindo os melhores rumos a serem trilhados pela Girolando. Por isso conclamo neste momento a todos companheiros da Diretoria e Conselhos, para que juntos e com a mesma garra, possamos: Renovar o estado de espírito de nossos associados, Renovar as forças que nos movem como teimosos produtores de leite e de Girolando, Renovar a alegria e a auto-estima em ser produtor rural e pecuarista, Renovar as metas para tornar esta Associação do tamanho da Raça, no Brasil e no Mundo!

A Girolando neste ano de 2014, irá comemorar o seu Jubileu de Prata, portanto está avançando para a sua maturidade. Vamos transformar esta data num marco histórico, que irá alavancar a Girolando para assumir verdadeiramente o posto que ela merece estar, que é o de ser a raça leiteira genuinamente brasileira, reconhecida e valorizada em todo o planeta. Isto não é um sonho, caros colegas produtores e amigos! Isto é um ideal !

Neste momento, conclamo a todos vocês associados, colaboradores, parceiros e amigos da Girolando, para que unidos trabalhemos para concretizar este ideal, que agora é de todos nós. O ideal de melhor raça. O ideal de melhor Associação. O ideal de produzir o melhor leite. O ideal de termos a melhor genética. O ideal enfim, de sentir em cada associado o sorriso abonador de que estamos no caminho certo. O ideal de sermos vencedores nesta árdua batalha que dia a dia empreendemos para tornar nossas vidas melhores, e deixarmos um mundo melhor para as gerações que virão.

Peço a Deus a sabedoria e a humildade necessária para conduzir esta Associação, nesta nobre e desafiadora tarefa pelos próximos três anos.

Preciso de cada um de vocês nesta nossa caminhada.
Porque JUNTOS podemos muito MAIS!
Que Deus nos ilumine e nos abençoe !


17º Encontro Técnico do Leite


17º Encontro Técnico do Leite
Data : 21/03/2014
Local: Auditório do Sindicato Rural de Campo Grande
Horário: 07h as 17:30

Tema: Gestão da Propriedade Leiteira 


Showtec 2014: Produtores de leite conhecem novo sistema intensivo de produção

O Sistema Free Stall é considerando completo por abranger alimentação, descanso, ordenha e aproveitar os dejetos das vacas por meio da utilização de um biodigestor Foto: Divulgação/Famasul Técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS – Sistema Famasul) apresentam, durante o Showtec 2014, o novo sistema intensivo de produção de leite, conhecido como Free Stall.

O sistema é considerando completo porque abrange a parte de alimentação, descanso, ordenha e, por último, aproveita os dejetos das vacas por meio da utilização de um biodigestor. De acordo com o diretor da empresa Plaslona, parceira do Senar/MS na montagem do free stall, Fábio Barreta, o biodigestor canaliza os degetos do curral, após a fermentação com a decomposição das matérias-primas, a parte líquida é direcionada à agricultura, enquanto o gás transformado em bioenergia.

“O sistema é completo, com a energia gerada podendo ser usada inclusive para bombear essa parte líquida, o adubo, nas lavouras”, destacou. Para o produtor rural de Arapuá, cidade localizada a 50 quilômetros do município de Três Lagoas, Claudemir Dias Silva, o que mais impressionou é o aumento da produção e o cuidado com o bem-estar animal. “Minha propriedade é pequena, tenho 20 vacas, mas o volume de leite não ultrapassa 200 litros ao dia, ou seja, 10 litros por animal, aqui estão falando em mais de 15 litros. Eu nunca tinha visto um sistema assim e achei muito interessante. Fiquei impressionado com o biodigestor que pode ser usado também com os degetos suínos, que eu também tenho em minha propriedade”, ressaltou Dias.

O Free Stall do Showtec é um galpão de 109 metros quadrados que comporta quatro vacas leiteiras da raça Jersey.

Durante a apresentação, os técnicos do Senar/MS e profissionais das empresas parceiras apresentam todas as etapas do sistema, da alimentação à máquina de ordenha, com técnicas adequadas de higiene durante o processo de ordenha.

O produtor rural que participa da apresentação e tiver interesse de adequar sua propriedade recebe instruções técnicas.

Para o consultor do Senar/MS, Rodney Guadagnin Santos, o free stall é uma oportunidade que serve para aumentar a profissionalização do setor que está em ascensão no Estado. “O produtor de leite que passar pelo galpão conhecerá técnicas que aumentará e melhorar a qualidade da produção”, ressaltou.

Fonte: http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=258548&ed=Agroneg%C3%B3cio&cat=Not%C3%ADcias

Escassez de mão de obra nas fazendas leiteiras

Por Alberto Figueiredo 

A atividade primária de produção de leite de vaca tem passado por mudanças de estrutura produtiva no decorrer dos anos. Famílias se constituíam nas fazendas, e nelas criavam seus filhos, muitos dos quais ali permaneciam, em muitos casos, durante toda a existência, e não são raros os exemplos de remanescentes na zona rural fluminense.

As fazendas tradicionais de pecuária mista, com diversificações para lavouras e pequenos animais, estão dando vez a empreendimentos especializados, com níveis diversos de padrões tecnológicos, ou, em outro extremo, a pequenas estruturas familiares. Paralelamente, talvez por consequência da interiorização de parques industriais, ou pela atração da construção civil, há uma tendência forte no sentido da migração da mão de obra tradicional rural para os centros urbanos. Contribuem nessa direção os planos sociais de apoio à renda, que de certa forma, provocam distorções relativas à acomodação entre muitos dos que estão aptos para atividades laborativas.

Consequência fortemente sentida na atualidade é a absoluta escassez de pessoas interessadas em atuar nas tarefas relativas à produção rural – em especial, a de produção leiteira. Se, por um lado, temos de reconhecer que as condições de trabalho e o compromisso com horários podem ser fatores negativos, por outro, os salários pagos têm experimentado aumentos reais, o que, somado à oferta gratuita de moradia, com leite para o consumo familiar, oferece oportunidade de qualidade de vida aos que atuam. No entanto, com maior intensidade em passado recente, parece que um eficiente processo de comunicação entre os envolvidos está provocando uma verdadeira debandada de homens e mulheres originários da zona rural para uma aventura, sem retorno, rumo, tais quais os insetos, às luzes dos centros urbanos. O que parece incoerente é que, na maioria das vezes, em função principalmente da baixa escolaridade, as condições de trabalho nessas regiões urbanas acabam submetendo essas famílias a parâmetros de vida inferiores aos que experimentavam na roça.

As casas, agora sob condição de aluguel, oferecem, de forma aparente, menos conforto que as do campo, e o salário, ao redor do mínimo, acaba comprometido, com o próprio aluguel, conduções, leite, etc. O estranho é que, uma vez inseridos em nova condição urbana, esses trabalhadores, ao serem consultados sobre o interesse em eventual retorno, sentem-se ofendidos com a hipótese. O mesmo acontece com os jovens, que ficam contando nos dedos os dias que faltam para completar dezoito anos, a fim de que possam se livrar do “pesadelo” que parece representar para os mesmos, o trabalho na roça.

Diante dessa realidade, fácil de ser comprovada, ou fechamos as fazendas e damos um jeito de produzir leite em laboratórios, ou analisamos o assunto sob os mais diversos pontos de vista, e nos antecipamos com soluções que atendam aos interesses dos envolvidos. Será que chegou o momento de pensarmos em um novo modelo de relacionamento entre proprietários e colaboradores, evoluindo mais para as parcerias do que para as relações empregatícias tradicionais? Será que, nessa direção, as escolas de ensino médio especializadas não devem ser orientadas a alterar seus currículos, tornando-os mais práticos, no sentido de formarem profissionais capazes de “fazer” mais do que serem somente intermediários de conhecimentos?

Será que não poderíamos unir forças entre instituições como, por exemplo, o Sebrae, que funcionaria como organizador do processo e ofertante de consultorias especializadas; a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), pela liderança formal natural que exerce junto ao setor produtivo, e a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), enquanto centro de referência do agronegócio, no sentido de formatar um “Estudo Específico de Caso”? Poderia esta iniciativa ter início pela indicação de consultores com perfil adequado para percorrer o interior, talvez com o apoio institucional da EMATER, formulando hipóteses, e, por meio de entrevistas, preferencialmente gravadas, relacionar os diversos fatores que estão provocando essa preocupante evasão? Será que, em fase seguinte, haveria possibilidade de organizar um seminário sobre o tema?

À luz dos depoimentos obtidos, que poderiam ser projetados, somados à experiência dos convidados – complementados por assessoria jurídica devidamente habilitada – teríamos a possibilidade de indicar alternativas de curto, médio e longo prazos, capazes de promover o equacionamento da carência do fator de produção tão fundamental para esse processo? Ficam as sugestões para os interessados, considerando que a constatação aqui exposta, longe de ser um problema individual e localizado, parece ser geral e alarmante. Sabemos que as lideranças responsáveis estão atentas e são capazes de tomar iniciativas. O futuro incerto nos impinge a tomada de decisões eficazes e urgentes.

Alberto Figueiredo Alberto Figueiredo, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA)
Fonte: http://www.suinoculturaindustrial.com.br/comentario-suino/alberto-figueiredo/escassez-de-mao-de-obra-nas-fazendas-leiteiras-por-alberto-figueiredo/20140124084117_P_722

Produtores terão R$ 5,5 mi para setor do leite

A expectativa é de que a produção média de cada animal aumente de 4 para 12 litros por dia
DA REDAÇÃO 27/01/2014 00h00

Projeto visa melhorar qualidade das pastagens que são oferecidas ao rebanho leiteiro Até o fim deste ano, 500 pequenos produtores rurais de Mato Grosso do Sul devem até triplicar a produção mensal de leite com a implantação de sistema de irrigação nos pastos.

O projeto é uma parceria do Estado com o Ministério da Integração Nacional, com investimento de R$ 5,5 milhões. O resultado do processo licitatório foi publicado esse mês no Diário Oficial estadual e a previsão é de que comece a ser implantado nas propriedades dentro das próximas semanas. A reportagem está na edição de hoje (27) do jornal Correio do Estado.

A expectativa é de que a produção média de cada animal aumente de 4 para 12 litros por dia, de acordo com o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), José Antônio Roldão. Ao ampliar a participação desses pequenos produtores, o objetivo é aumentar a produção de leite do Estado e suprir a demanda das indústrias e consumidores – principalmente no período de seca – que hoje dependem da importação do produto.

“Temos um complexo industrial situado em Terenos que demanda cerca de 600 mil litros por dia, por exemplo. Hoje nós não temos capacidade para suprir o mercado e esse projeto vai vir para atender essa demanda”, frisa o diretor-presidente. A produção de leite no Estado em 2013 foi em torno de 192 milhões de litros, uma redução de 8% em relação a 2012, segundo relatório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

O projeto prevê a distribuição de 500 kits de irrigação para os produtores de leite espalhados em todo o Estado. Cada equipamento terá capacidade de irrigar área de 1 hectare. A empresa contratada será responsável por implantar o sistema nas propriedades e a Agraer vai prestar assistência técnica. A reportagem é de Paula Vitorino.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/produtores-terao-r-5-5-mi-para-setor-do-leite_206277/

Leite Forte incrementa a agricultura familiar

O conjunto de ações que o Governo do Estado desenvolve nos últimos anos para fomentar a bacia leiteira na região central - projeto Leite Forte, os investimentos em patrulhas mecanizadas e a organização da cadeia produtiva – tem sido fundamental para fortalecer a atividade entre os pequenos produtores rurais. A produção praticamente triplicou em cinco anos.

A avaliação e do coordenador político da Federação da Agricultura Familiar de MS (FAF), Paulo César Farias, que é parceleiro no assentamento Sebastião Rosa da Paz, em Juti. “A produção leiteira hoje é uma realidade na agricultura familiar graças a política do Estado em estruturar o setor, desde sua organização ao apoio em assistência técnica, capacitação e maquinários”, disse o dirigente rural.

Exemplos
Paulo César participou da cerimônia de entrega de patrulhas mecanizadas a 12 municípios, na manhã desta segunda-feira, em Campo Grande, e destacou a parceria dos governos federal e estadual com as prefeituras e as associações de pequenos produtores rurais. Para ele, o acesso fácil ao preparo da terra garante melhor pastagem e, consequentemente, maior produtividade por animal.

“A agricultura familiar passou a ganhar maior importância com o Leite Forte e temos como exemplo alguns assentamentos, inclusive o de Juti, onde tenho minha terra. Saímos de uma produção de sete litros por animal para 30 litros, no espaço de dois anos”, exemplificou o coordenador da FAF. “Muitos companheiros que produziam 70 litros/dia hoje comercializam 400 litros, com renda diária de R$ 350,00.”

Novo cenário
Impulsionada pela produção leiteira, segundo Paulo César, a agricultura familiar em Mato Grosso do Sul se transformou nos últimos anos com a introdução de novas tecnologias e a presença do governo facilitando todo o ciclo produtivo. “A economia do campo está mudando, hoje as associações de produtores tem sua própria estrutura de transporte do leite, mais laticínios estão sendo instalados”, completou.

Fonte:http://www.folhacg.com.br/noticias-ler/leite-forte-incrementa-a-agricultura-familiar/7020/