quarta-feira, 31 de outubro de 2012

INFORMATIVO Nº 15 - Outubro 2012

O Nucleo dos Criadores de Girolando de Mato Grosso do Sul encerrando suas atividades no ano de 2012, informa as seguintes programações:

- Durante a Expoinel que acontece de 03 a 11 de Novembro de 2013, o ETR Girolando estará funcionando normalmente, e no dia 09/11 a partir das 18:00 hs estaremos realizando neste espaço uma confraternização do Nucleo Girolando MS.

- Dia 18/11/2012 acontece no Parque de Exposições Laucidio Coelho - ETR Girolando, um almoço de encerramento das atividades (PORCO NO ROLETE). Os interessados entrar em contato com o Nucleo Girolando (Edneia).



Para 2013 comunicamos a realização do CURSO DE APRESENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DE ANIMAIS PARA PISTA que será realizado nos dias 01, 02 e 03 de Março de 2013, com o instrutor MARCOS ALVES (SEMEX) com grande experiência em gado Girolando.

As inscrições são limitadas, no máximo 12 alunos por turma, e poderão ser feitas direto no escritorio do NUCLEO GIROLANDO, até o dia 16/11/2012, pelo telefone (67) 3342-8742, (67) 9906-1063, ou pelo e-mail nucleogirolandoms@gmail.com

Se houver um número maior de pessoas interessadas faremos 02 turmas.

Lembrando que continuamos fazendo o cadastro de participação dos associados do Núcleo, e que a EXPOGRANDE acontece de 11 a 21 de abril de 2013, e em breve estraremos enviando programação completa.

É HORA DE COMERÇARMOS A PREPARAR NOSSOS ANIMAIS, DOCUMENTOS, ANTECIPANDO A PARTICIPAÇÃO NESTE EVENTO.

FEILEITE 2012



A sexta edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite (Feileite) deve reunir, entre os dias 19 e 23 de novembro, dois mil animais de várias raças, e um público de 20 mil pessoas. Além de boa oportunidade de negócios, o evento também é uma oportunidade de acompanhar as tendências do mercado e o desenvolvimento da genética dos animais.

Mais uma vez, a Feileite contará com a participação expressiva da raça Girolando. Nesta edição, serão disponibilizadas 500 vagas, 100 a mais que no ano passado. Na pista, a expectativa é de que 470 animais disputem os grandes campeonatos da XIX Exposição Interestadual de Girolando. Fábio Nogueira Fogaça é o jurado que comandará os trabalhos, juntamente com os jurados auxiliares Samuel Silva Bastos e Marcelli Antenor de Oliveira. Os julgamentos acontecerão nos dias 20 e 21 de novembro, durante todo o dia. Podem participar animais Girolando 1/2, 3/4 e 5/8 ou PS, conforme o Regulamento Oficial da Associação.

A raça Girolando ainda terá Torneio Leiteiro Oficial. Serão disponibilizadas 30 vagas. Poderão participar da competição vacas e novilhas dos graus de sangue 1/4, 1/2, 3/4 e 5/8 ou PS. Serão premiadas as primeiras colocadas de cada categoria (Novilha e Vaca), em cada grau de sangue, além da Campeã e Reservada Campeã Geral na categoria Novilha e na categoria Vaca. As disputas do Torneio começam às 14h do dia 19 de novembro e vão até às 14h do dia 22 de novembro.

As inscrições para o preenchimento das 500 vagas disponíveis para julgamento e para torneio leiteiro foram abertas no dia 1 de outubro, e vão até o dia 5 de novembro, porém, caso as vagas sejam preenchidas antes dessa data, as inscrições serão encerradas.

A novidade da Girolando na Feileite será a realização da Jornada Técnica, abrindo a programação da raça na feira. As aulas acontecerão nos dias 18 e 19 de novembro. O objetivo é capacitar criadores, estudantes e profissionais do setor pecuário para a seleção da raça. As inscrições já estão abertas: (etr_jacarei@girolando.com.br ou 12- 3959 -7292).

http://www.feileite.com.br/index.php

Vantagens ou Prejuízos do uso contínuo do hormônio ocitocina em vacas leiteiras.

O 2º Fórum do Zebu Leiteiro integrou a programação técnica da Megaleite 2012 e promoveu um debate vigoroso entre técnicos, pesquisadores, criadores, produtores de leite, representantes de empresas privadas e de entidades do setor, sobre as vantagens ou prejuízos do uso contínuo do hormônio ocitocina em vacas leiteiras.


Os integrantes da mesa foram os pesquisadores João Alberto Negrão (FZEA/USP-Pirassununga, SP) e Ronaldo Braga Reis (UFMG-Belo Horizonte, MG), o produtor e selecionador das raças gir leiteiro e girolando e vice-presidente da Girolando, Maurício Silveira Coelho, e Ronaldo Santiago que é diretor de pecuária da Fazenda Calciolândia de criação de gir leiteiro.O debate foi mediado pela gerente do PMGZ Leite, a zootecnista Mariana Alencar.

Maurício Coelho relatou que na Fazenda Santa Luzia, no município de Passos, MG, onde são produzidos, em pico de safra 18 mil litros/dia, a substância é uma ferramenta importante porque reduz o tempo de permanência dos animais na linha de ordenha e tem relação direta com a redução do intervalo entre partos.Ele pontuou que os cuidados sanitários devem ser extremos e explicou como é o protocolo no manejo da fazenda. “Nos temos uma equipe exclusiva para manusear o medicamento, diluir o produto comercial e preparar as doses que vão ser aplicadas nas vacas. O monitoramento é rigoroso. Agulha é individual. O procedimento preserva a sanidade do rebanho porque evita a transmissão de problemas patogênicos”, explica.

Ronaldo Santiago da Calciolândia trouxe para a discussão considerações para a ocitocina como um fator negativo na seleção do gado puro. “Nós buscamos no gir leiteiro aqueles animais capazes de produzir no sistema de ordenha mecânica sem a necessidade da presença do bezerro. Se aplicamos a ocitocina indiscriminadamente, estimulamos de forma artificial a descida do leite e igualamos as vacas dentro desta condição de seleção, e por isso, não vamos conseguir identificar essa característica relacionada ao temperamento das matrizes. Além do problema de mascarar os dados importantes para o melhoramento genético, nós somos contra mecanismos invasivos que impõem sofrimento aos animais. Eu comparo o uso contínuo da ocitocina ao sofrimento pelo qual passam, por exemplo, os pacientes de hemodiálise”, disse Santiago.

O professor Ronaldo Braga Reis, da UFMG, conduziu um estudo em 80 animais. Ele afirmou que o uso do hormônio não gerou diferença significativa na produção mas aumentou a curva de produção das lactações e reduziu o intervalo entre partos. “Nós usamos durante a pesquisa uma quantidade cinco vezes menor da substância do que é permitido. Os resultados que obtivemos contraria a literatura existente que relaciona o tratamento a problemas de infertilidade nas fêmeas. Diluímos 10 unidades internacionais/ml da ocitocina para fazer doses com apenas 2 un/ml.

A diferença entre remédio e veneno é mínima”, concluiu o pesquisador. João Alberto Negrão, pesquisador da FZEA/USP, concorda que o hormônio pode representar um risco para projetos seletivos por alterar informações de características, mas ele destaca o medicamento como ferramenta tanto para indução do parto como para melhorar a eficiência dos projetos comerciais e condena o uso indiscriminado em 100% do rebanho. “Usar ocitocina em todas as vacas que entram na ordenha é uma atitude anti-econômica pois eleva os custos em uma atividade que já trabalha com margens muito reduzidas. O hormônio é importante para as vacas que realmente apresentam problemas ou dificuldades na injeção do leite. Saber em qual vaca usar a ocitocina vai depender muito do conhecimento e da atenção do ordenhador. Com relação a interferir na qualidade do produto, isso não é considerado um problema já que a ocitocina é um dos componentes naturais do leite e mesmo em nível mais elevado pela aplicação, ela acaba diluída no suco gástrico.

Em algumas situações, o reflexo de ejeção do leite pode ser inibido. Quando isso ocorre, o leite não é liberado dos alvéolos e somente uma fração pequena pode ser coletada. Impulsos nervosos são enviados à glândula adrenal quando eventos incômodos ocorrem durante a ordenha (dor, excitação ou medo). O hormônio adrenalina, liberado pela glândula adrenal, pode induzir a constrição dos tecidos sanguíneos e capilares no úbere. O fluxo sanguíneo reduzido diminue a quantidade de ocitocina enviada ao úbere. Além disso, a adrenalina parece inibir diretamente a contração das células mioepiteliais no úbere. Portanto, a vaca pode não ser ordenhada rapidamente e completamente nas seguintes situações:


# Preparo inadequado do úbere

# Atraso na colocação de teteiras (ou início da ordenha manual) minutos após preparo do úbere

# Situações diferentes que levam à dor (apanhar) ou medo (gritar, latir)

#Falha no funcionamento do equipamento de ordenha

Após a primeira parição, as vacas devem ser treinadas à rotina de ordenha. A situação emocional que ocorre nessas vacas pode ser o suficiente para inibir o reflexo de ejeção do leite. Uma injeção de ocitocina em várias ordenhas pode ajudar. Entretanto, essa prática não deve ser feita rotineiramente porque algumas vacas podem rapidamente se tornar dependentes da injeção para o reflexo de ejeção do leite.

sábado, 27 de outubro de 2012

O Girolando no MS e MT

Custo de Produção

Alta do custo de produção de leite causa prejuízo aos criadores de GO
Os produtores de leite de Goiás estão com dificuldade para fechar as contas. O custo de produção está acima do valor pago pelo produto.

Cooperativas registram redução no fornecimento. Na fazenda do criador Edelmiro Fioravante são realizadas duas ordenhas diárias nas 42 vacas que estão em fase de lactação. Os animais produzem 600 litros de leite por dia. Para que essa produção seja possível é preciso caprichar na alimentação dos animais. Mas o alto custo da ração causa problemas ao produtor rural. “O farelo de soja que nós pagávamos cerca de R$ 450 a R$ 500 a tonelada, hoje é R$ 1.380,00”, diz.

Na soma de todas as despesas da produção, o custo do litro de leite tem ficado na faixa de R$ 0,90, mas o mercado está pagando R$ 0,70 pelo produto. A conta não fecha e o produtor Edelmiro Fioravante registra prejuízos. Os impactos também são grandes nas cooperativas. Em uma delas, a produção leiteira já caiu cerca de 20%, o que significa redução diária de 17 mil litros de leite. Dos mais de 480 cooperados, cerca de 80 já deixaram de fornecer leite para a cooperativa.

A estiagem do primeiro semestre do ano afetou a produção de leite no Rio Grande do Sul. Mesmo com a reação do preço causada pela queda na oferta, o valor ainda está abaixo do custo de produção. O Conselho da Indústria e dos Produtores de Leite do Rio Grande do Sul divulgou nesta semana um balanço com os valores repassados aos produtores. Em setembro, o produto teve alta de 1,5%. Já em outubro a expectativa é encerrar o mês com alta de 3,8%. Atualmente, o litro do leite tipo C está saindo por aproximadamente R$ 0,68 para os produtores gaúchos.

Para o presidente da comissão do leite da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, os valores representam o atual momento da atividade, com aumento nos custos de produção e redução de oferta, motivada por problemas climáticos.

Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/10/alta-do-custo-de-producao-de-leite-causa-prejuizo-aos-criadores-de-go.html